• Davi Junior

Domo do Gigante | Como foi a criação do conto escrito por mim que está concorrendo a um livro solo!



A essa altura do campeonato, você certamente já deve ter visto no meu blog, nas minhas redes sociais ou numa conversa comigo que eu sou um escritor que comecei minha carreira escrevendo contos para antologias.

Neste post, quero contar para vocês a jornada que me motivou a compor o conto Domo do Gigante, que está concorrendo no programa "Do Conto ao Livro" da Rico Editora, em que o vencedor será transformado em um livro solo.

A história começa em 2018, mais ou menos na mesma época em que a minha esposa (Natália, #maravilhosa, acessem o site dela clicando aqui) e eu havíamos sido selecionados para participar do conto Vivendo na Terra do Nunca.

Nesta época, minha irmã Alexandra (curtam a página dela nesse link) estava no processo seletivo para a antologia Apocalipse, da Rico Editora, que partiu de uma premissa muito simples, mas muito rica em possibilidades: e se o fim da Terra acontecesse partindo da destruição de diversos lugares do Brasil?

A antologista Ceiça Carvalho realizou o processo incumbindo os candidatos de escreverem seus contos a partir de um Estado pré-determinado: um desafio em dobro, já que a restrição exigia um conhecimento prévio do estado a que lhe fora confiado.

Quando minha irmã me contou como era comecei a imaginar um milhão de possibilidades de apocalipses, mas o que mais me deu vontade de escrever foi utilizar a temática de "monstro gigante". Imagina só que legal um animal como a Mohtra pousando no Cristo Redentor, ou o Gamera saindo das praias do nordeste!

Em partes a inspiração estava vindo de um livro que eu estava lendo e um anime que eu acabara de assistir no Netflix: respectivamente, Mundo de Dragões, terceiro livro da trilogia O Legado Ranger de Raphael Dracoon, e Godzilla.

Assim, torcendo para a Ceiça me dar o Rio de Janeiro ou um estado banhado pelo mar, resolvi entrar no barco com a minha irmã e participar da seletiva. Porém, fiquei com um estado lá no coração do Brasil: o Mato Grosso!

Confesso que fiquei bem perdido no início. Se no começo já havia imaginado flashs dos monstros invadindo o litoral brasileiro, como eu iria transformar isso num ambiente só com terra?

Pensei, pensei e pensei até que decidi que monstro viria justamente de dentro do solo. E se antes a ideia era tratar o choque das pessoas acostumadas com maravilhas vendo uma criatura grotesca, decidi que minha história no Mato Grosso contaria o impacto que uma cidade de paz teria ao se deparar com o terror de um gigante saindo do chão, seja lá de onde for.

Para isso, pesquisei qual era o menor município do Mato Grosso até descobrir Araguainha! Uma cidadezinha com cerca de mil habitantes. Achei meu cenário.

E é nessa hora meus amigos, que eu digo que as boas energias vindas do universo se encarrega de completar as lacunas que faltavam na minha história, pois Araguainha tinha um elemento único no Brasil que a tornava o cenário ideal para uma história de monstros aterrorizantes: o maior astroblema da América do Sul: o Domo de Araguainha!

Se você procurar no Google (eu tive que procurar) sobre o que significa essa esquisita palavra vai descobrir que o termo se refere a uma formação crateriforme produzida pela queda do espaço de um meteorito ou cometa.

Pronto! já tinha a origem do meu monstro e o título do meu conto: o Domo de Araguainha!

Mas um monstro que causa apocalipse em cidade do interior não deve falar nossa língua (pelo menos, não enquanto não inventarem um Google Tradutor das Galáxias), então ele não poderia ser o protagonista. Era hora de colocar mais características de Araguainha na história!

O grande problema disso tudo era que, além de acabar de conhecer a existência da cidade, eu não fazia a mínima ideia de como ela poderia ser.

Depois de assistir a alguns documentários sobre o Domo (como as pesquisas apontam que o meteoro que o formou contribuiu para a extinção dos dinossauros, pesquisadores do mundo inteiro vão até o lugar fazer estudos sobre ele), pesquisar no Google os dados técnicos e fotos, eu precisava conhecer a alma daquele lugar, eu precisava conversar com o povo de Araguainha.

Para isso, comecei a procurar uma lista telefônica virtual até que encontrei uma relação com vários telefones de Araguainha. Era hora de fazer valer a pena o plano de interurbanos ilimitados da minha conta de telefone!

A ideia foi ligar para alguém da cidade, me apresentar como escritor, dizer eu eu precisava de umas informações da cidade para uma história que eu estava escrevendo e agradecer imensamente pela ajuda.

Quem me conhece sabe que eu odeio falar ao telefone, ainda mais com quem eu não conheço. Então já deu para imaginar o nervosismo e o quanto eu gaguejei quando fiz a primeira ligação.

Depois de falar com duas pessoas que devem ter imaginado eu eu era ou um louco se achando escritor ou um malandro querendo dar um trote, consegui falar com a dona Divina.

A dona Divina me contou tudo sobre a cidade! Como era o povo, o que faziam, onde se encontravam, do que falavam. Me contou sobre a igreja, sobre os sítios, sobre as escolas, sobre os preços da cidade, como o povo trabalha e sobre a distância da área urbana até o Domo.

Tudo o que a dona Divina me passou foi suficiente para eu criar Maila e Raoni, dois típicos adolescentes cheios de sonhos de Araguainha, além de todos os coadjuvantes do conto, baseados nas principais figuras que fazem parte do dia-a-dia da cidade: os pais, padre, professores e pesquisadores.

A quantidade de informação que a dona Divina me passou foi tão rica que eu escrevi o conto muito rápido ultrapassando a quantidade de caracteres antes de chegar à metade da ideia original, o que me levou a cortar diversos pontos que eu havia imaginado na história.

Após enxugá-lo bem, o conto pode levar, além do entretenimento, uma experiência cultural fidedigna ao dia-a-dia de Araguainha, sendo selecionado e publicado na antologia Apocalipse. O livro foi lançado durante a 25ª Bienal do Livro em São Paulo. Mas eu sempre tive a sensação que a história poderia render mais.

Pois bem, o ano virou e agora em 2019, a Rico Editora realizou o programa "Do Conto ao Livro", que já contou com duas fases de seleção, onde os antologistas e editores da Rico selecionaram 9 finalistas para uma oportunidade única: transformar o seu conto em um livro publicado pela editora! Entre eles, está o meu conto "Domo do Gigante".

A final está sendo uma seletiva popular, onde o público votará na história a qual mais deseja que seja transformada em livro. Por isso, venho aqui pedir a ajuda de vocês!

Acessem o link abaixo e curtam a foto com meu conto para que eu possa continuar a história de Maila, Raoni e todo o povo de Araguainha enfrentando o terrível apocalipse trazido pelo meteoro que formou o Domo da cidade.

https://bit.ly/2T0ifF7

Eu estou me sentindo num Big Brother Literário! Eu, euzinho, Davi Simão Junior, escrevendo meu próprio livro autoral! Já estou felicíssimo só de chegar a este ponto, imagina só escrevendo essa história até o fim! Preciso muito agradecer à Ceica, a Vanessa, ao Danilo, a Janaina e a todo o pessoal da Rico pela grandiosa oportunidade de viver essa experiência.

Agora conto com vocês! Me ajudem a realizar esse sonho. Além de uma grande vitória pessoal, você também estará contribuindo para divulgar a ciência por trás do Domo de Araguainha e a cultura por meio do povo da cidade.

PS: prometi um livro pra Dona Divina, que está separado aqui em casa para mandar pra ela. Acompanhem meu Instagram para saberem quando (e como) será enviado:

@dsjunior88

PS2: Assista ao vídeo com mais detalhes sobre o processo de criação do conto:


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