• Davi Junior

RESENHA: Homem de Ferro 2


Se tornar um herói é algo complicado. Além de vencer disputas, combater super-vilões, salvar donzelas indefesas, é necessário que um ponto seja constantemente trabalhado para que a estirpe conquistada não caia por água abaixo: ser reconhecido como um herói. Em Homem de Ferro 2, a história de sucesso de crítica e bilheteria continua, tanto dentro como fora das telonas.


Após o sucesso de sua primeira produção independente, a continuação de Homem de Ferro (leia aqui a resenha) pela Marvel Studios parecia inevitável, ainda mais com a estrondosa ideia que o Incrível Hulk (leia a resenha aqui) de ligar a história de vários filmes em um único projeto para dar origem ao filme de Os Vingadores, que estréia no próximo dia 27 de abril em todo o mundo.


Seis meses após revelar ao mundo que Tony Stark e o Homem de Ferro são a mesma pessoa, o mega-milionário dá início a Expo Stark, o maior evento de tecnologia que unirá os projetos das maiores indústrias de desenvolvimento para criar um modelo de cidade idealizado por seu falecido pai que, como o próprio Stark diz, irá privatizar a paz mundial.


Entre disputas reais, virtuais, ideológicas e políticas, o filme tem vários pontos altos e baixos, combinando tecnologia, ideologia e plano de ação de marketing em um filme só como nenhum outro.


Após descobrir que o metal paládio utilizado em no reator que substitui o seu coração está lhe matando, o fato de ser um super-herói milionário sobe a cabeça de Stark, que se entrega a jogos e diversões vazias e cheias de álcool. Então, o enredo psicológico interessante chega ao que deveria ter sido um momento épico do filme se tornou um pouco a ser esquecido na história do herói.



Entusiasmado com a ideia de ser um herói e temeroso de sua morte, Tony Stark se diverte com Natasha Romanov, sem saber que ela é uma espiã da S.H.I.E.L.D.

Para deter o estapafúrdio amigo, James Rhodes (interpretado por Don Cheadle, que substituiu Terrence Howard afastado da produção por problemas com a Marvel Studios) veste o modelo Mark II da armadura do Homem de Ferro num combate infantil e mal produzido.


Rhodes é a versão cinematográfica do personagem Máquina de Combate que, assim como no filme, chegou a vestir o manto do Homem de Ferro por diversas vezes até ganhar seu nome próprio nos quadrinhos.


Diferente do personagem, uma referência interessante e muito bem construída para o enredo geral do filme foi o seu vilão, Ivan Vanko (muito bem interpretado por Mickey Rourke), uma mescla dos vilões Chicote Negro e Crimson Dynamo que no filme foi o filho do antigo parceiro de negócios de seu pai, o físico russo dissidente Anton Vanko, que colaborou com a criação do primeiro reator arc e passou a tecnologia, ao morrer, para seu filho.


As referências ao pai de Stark chegam ao seu ápice quando entra em cena Nick Fury (Samuel L. Jackson) e Natalia Romanova (Scarlett Johansson) que tentam, desde o fim do primeiro filme, a incorporar Tony Stark dentro da Iniciativa Vingadores.



Ivan Vanko é o destaque do filme!

Cheio de drama e ação, o Homem de Ferro 2 conseguiu fazer-se digno da continuação do já clássico Homem de Ferro. Mais cômico, mais simpático e mais Sessão da Tarde, a produção é um filme de super-herói que serviu para organizar a proposta de universo cinematográfico, divertir sem provocar reflexão e dar mais um pouco do ar graça de Robert Downey Jr. como Tony Stark, que como ninguém consegue bancar o playboy canastrão como nenhum outro ator e deve continuar no papel por ainda muito tempo, já que assim como no filme, o herói mostrou-se mais uma vez como um novo ícone do trabalho ficcional em transformar heróis dos quadrinhos em herói de todo o mundo.

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