• Davi Junior

RESENHA: Os Cavaleiros do Zodíaco da Netflix

Atualizado: 14 de Ago de 2019



Os Cavaleiros do Zodíaco é a série de animação japonesa de maior sucesso no Brasil e uma das principais franquias do gênero em todo o mundo. Porém, os defensores de Atena nunca conseguiram se destacar no principal mercado de entretenimento do globo: os Estados Unidos. A nova série produzida pela Netflix é a mais nova e promissora tentativa de conquistar o público americano, dando uma nova e estranha forma aos cavaleiros, mas sem perder a essência do mangá original.


BEM-VINDOS À TERRA DO TIO SAM


Nos anos 80, um pequeno grupo de fãs de mangá já exibia Saint Seiya nas salas de exposição de eventos de nicho do gênero nos EUA. Nos anos 90, o relativo sucesso de Samurai Warriors somado as altas doses de violência dificultou a transmissão do anime nas TVs americanas, até que nos 2000, os defensores de Atena naufragaram em sua tentativa de conquistar o público estadunidense quando chegou ao país disputando a audiência com produções mais novas e sucessos consagrados como Dragon Ball e Yu Yu Hakusho.


Os Estados Unidos é o país que retém a maior fatia do faturamento global da indústria do entretenimento sendo, segundo Anais Motta da Época Negócios, o país responsável por quase 30% de todo o setor. Somado ao fato de ser no país que se inicia a maior parte das tendências de mercado globais, este sempre foi um mercado interessante para Masami Kurumada emplacar sua principal obra e a Toei Animation ter mais uma de suas maiores marcas como um grande hit. Afinal, Saint Seiya está há mais de uma década no top 4 de séries deda Toei Animation de maior faturamento no exterior, sendo responsável por cerca de 5 a 10% de todo o faturamento da empresa fora do Japão todos os anos.


O momento ideal para inserir Saint Seiya nos EUA é agora!

A mais nova série reboot/remake d'Os Cavaleiros do Zodíaco no Netflix faz parte de um meticulosa estratégia para emplacar a série na Terra do Tio Sam, tanto que pela primeira vez uma das principais séries da Toei Animation foi totalmente redesenhada por um staff em sua maioria estrangeiro para atender ao exigente público do país, algo que causou muitas polêmicas antes mesmo de sua estreia (leia minha prévia aqui).


Após muitas especulações e protestos dos fãs de todo o mundo, a série finalmente estreou no dia 17 de julho com os primeiros seis primeiros episódios de um total de doze que compõe a primeira temporada, sendo agora possível avaliar o resultado.


Separei a resenha avaliando a narrativa, a qualidade técnica, a dublagem brasileira e o desenvolvimento dos personagens episódio à episódio, assim é possível avaliar o quanto às mudanças mais profundas afeta o espectador.


Até os olhos desse Seiya parecem feitos para um action figure!

E para os spoilerfóbicos, cuidado com o texto, pois detalhes importantes serão ser revelados. Se quiser ler as minhas considerações sem descobrir nenhum detalhe importante da série, pule para o último tópico dessa postagem.


INTRODUÇÃO, ABERTURA E ENCERRAMENTO


Logo na introdução é revelada uma importante diferença na série que vai guiar todo o enredo: Atena reencarnou nessa era sob a profecia de que vai perder a Guerra contra Poseidon e Hades, sendo a pivô do mal na Terra, logo justificando o porquê do Santuário tentar matá-la.


Nesse ponto é interessante ver que tal profecia foi ilustrada utilizando a armadura de Taça, cuja foi mostrada originalmente na Enciclopédia Oficial da série e, posteriormente, utilizada apenas em Next Dimension e outras histórias paralelas. Ou seja, os roteiristas estão atentos às nuances da franquia.


Uma das características mais marcantes da série clássica é o seu tema de abertura, "Pegasus Fantasy", que nunca havia ganhado uma versão americana oficial, sendo substituída pelo remake do clássico "I Ran" pela banda Bowling for Soup quando a série original foi exibida nos anos 2000 nos EUA.


Assim, foi escalada a banda inglesa The Struts para interpretar a canção "Pegasus Seiya", versão atualizada da original em um ritmo que agrada fãs da nova e da velha guarda, respeitando o tom de rock n'roll original e inovando na letra.


Ouça a música completa:



O vídeo da abertura brinca com elementos do clássico, mostrando cenas da abertura original repaginadas e sequências de lutas muito próximas do que sempre foi feito na série. Apesar de uma fotografia bem construída, a animação da abertura é lenta, o que incomoda, mostrando qual seria o tom da ação em toda a série.


Já o encerramento não é uma releitura, mas uma canção original da banda The Struts de 2018. O vídeo transita entre o emocionante e o brega, podendo ter sido melhor construído.




EPISÓDIO 1: SEIYA DE PÉGASO


Logo de início, o novo traço dos personagens soa estranho ao olhar dos fãs de longa data. Diferente da animação tradicional do anime original, a nova produção em computação gráfica traz um desenho de personagens que mais parecem bonecos de brinquedo.


Levando em consideração a declaração que o diretor da animação Yoshiharu Ashino deu em entrevista ao site Cavzodíaco, "a ideia sempre foi criar uma nova série para o mundo todo, especialmente para crianças que não conhecem Saint Seiya ainda", o que justifica tal traço.


Além disso, Os Cavaleiros do Zodíaco sempre se destacou pelos belos action figures desde que foi ao ar pela primeira vez no Japão, e uma nova linha de brinquedos para crianças americanas seria a oportunidade ideal para levar a série a um novo patamar do colecionismo fora das telinhas.


Seiya é filmado usando seu cosmo e vai parar na internet!

O enredo do primeiro episódio foi o que mais surpreendeu. Com poucas lutas e focado na nova história, conhecemos um Seiya skatista que foi parar no YouTube ao elevar o cosmo em uma briga de rua.


Graças à perfeita dublagem de Hermes Baroli, o personagem se torna muito crível. Não dá pra dizer que não é o Seiya, ainda que mais jovem. Ele só está em outra época, em um novo contexto, mas é o mesmo personagem cheio de valores que tenta se mascarar com brincadeiras e uma pose de durão.


Muito grata foi a participação de Aiolia de Leão, o novo responsável pelo sumiço de Seika. No episódio, Aiolia protege a irmã de Seiya e a leva ao Santuário após ela ser atacada por aviões militares, declarando que o Santuário está em guerra.


Curioso e inesperado, foi conhecer o novo vilão: Vander Graad. Com design inspirado em Jango, o líder dos cavaleiros Negros, o vilão é um antigo sócio de Mitsumasa Kido que estava presente com o milionário no momento em que ele encontra Aiolos fugindo do Santuário. Vander decidiu atacar o Santuário com equipamento militar com a intenção de "salvar o mundo" quando soube da existência dos Cavaleiros.


Soou estranho? Sim. Mas calma, vamos ver até onde ele chega nos próximos episódios. Afinal, o saldo final desse primeiro episódio foi bem positivo. Mesmo mostrando a série de um ponto de vista bem diferente, é bem interessante ver uma franquia consagrada em um contexto de narrativa atualizado para um novo público-alvo.


EPISÓDIO 2: QUEIME SEU COSMO


Diferente do que acontece no clássico, Seiya não é treinado no Santuário, mas em uma ilha de preparação de Cavaleiros indicada por Mitsumasa Kido. Apesar disso, a luta que ele trava pela armadura de Pégaso simula bem a luta original contra Cássius, que teve seu dublador trocado: Araken Saldanha foi substituído pelo Mauro Ramos, que já havia dublado Hasgard de Touro em The Lost Canvas. Araken está com idade bem avançada e optou por dublar apenas o Mestre Ancião nessa nova versão do anime.



A animação é mais lenta que no clássico!

A luta entre os dois personagens é a primeira luta propriamente dita do anime, que até então havia optado por contextualizar o universo de Saint Seiya em sequências de fuga e humor no primeiro episódio. Porém, assim como na abertura, a animação se torna bem lenta, prejudicando a movimentação dos personagens.


Além disso, devido ao foco da nova série em atingir o público infantil, todo o sangue e a violência presente no original foi abrandada. Então, nada de Seiya arrancando a orelha de Cássius nessa versão.


A segunda luta da série acontece entre Seiya e Shina. E aqui a nova série perde muitos pontos. Shina foi apresentada sem máscara, mostrando que o conceito das amazonas de usarem o item para abandonar sua feminilidade foi abandonado, restando apenas à Marin usá-la (possivelmente para futuramente criar a tensão sobre ela ser a irmã de Seiya).


E por falar em Shina, a sua atual dubladora, Patrícia Scalvi, que havia reassumido a personagem após a morte da Maralisi Tartarini em 2014, foi substituída por Alessandra Araujo que, curiosamente,é a mesma voz de June de Camaleão.


A nova dubladora de Shina mandou bem!

Voltando a luta, ela é feita com uma animação lenta e sem fluidez, dispensando a grande dose de emoção e dificuldade de Seiya vestindo a armadura de Pégaso pela primeira vez.


No mesmo episódio, ainda é apresentado ao espectador a nova Guerra Galáctica, um torneio arbitrário idealizado por Mitsumasa Kido para entregar a armadura de ouro de Sagitário para algum dos jovens que voltassem formados cavaleiros do treinamento que ele enviou.


Extremamente corrido, a produção do anime optou por fazer lutas que duram segundos, mostrando Seiya vencendo Geki e Hyoga vencendo Ichi com apenas um golpe!


EPISÓDIO 3: A CHEGADA DO DRAGÃO


Neste episódio, o estilo americano aplicado à Saint Seiya toma forma definitiva, mostrando de uma vez por todas, já que as origens dos personagens são simplificadas ao máximo enquanto um humor peculiar é adicionado.


A Guerra Galáctica é extremamente acelerada!

É aqui que conhecemos o personagem Dreno de Tempestade, a tampa do bunker (que mais parece uma tampa de bueiro) onde é realizada a Guerra Galáctica. Com voz robotizada, a tampa tem tecnologia o suficiente para parar um cavaleiro que tente entrar no local e ainda serve de alívio cômico.


Como ponto positivo, a profecia da introdução do anime é melhor explicada, assim como o fato de Saori Kido ser a Atena. Além disso, a obra acaba sendo bem fiel ao mangá ao colocar Hyoga de Cisne como uma gente enviado pelo Santuário para matar todos os cavaleiros de bronze e recuperar a armadura de Sagitário.


Por fim, a luta de Seiya contra Shiryu acontece de uma maneira bem menos violenta e bem menos clara que no original, mas capta novamente a essência de rivais lutando por um motivo maior que a armadura de ouro.


EPISÓDIO 4: CORRENTE NEBULOSA


Toda a polêmica envolta da nova série estava em dois pontos principais: o fato de terem transformado Shun de Andrômeda em uma mulher e o combate contra o exército. Em ambos os casos, o temor foi justificado, mas nem tudo foi perdido.


Apesar de virar mulher, a essência de Shun permanece

Em contraste com 90% dos outros personagens masculinos da série que se apresentam com o arquétipo do herói machão, Shun de Andrômeda apresenta uma personalidade sensível, o que sempre fez do personagem um elemento enriquecedor na obra original. Retirando esse personagem, transforma-se qualquer história de Saint Seiya em algo mais raso.


Porém, a nova Shun não é de todo perdida. Apesar da mudança infeliz, a personagem se mostrou interessante e com personalidade forte. As meninas que assistirem a franquia pela primeira vez pelo Netflix, certamente vão se sentir bem representadas em uma ambiente quase que 100% masculino.


É interessante notar que na versão dublada optaram por não utilizar o nome inglês da personagem, Shaun, possivelmente para não criar a sensação que se trata de um novo personagem, mas de uma nova visão.


Aliás, o caso de Shun não é um caso isolado. Como essa nova animação tem seu áudio original gravado nos EUA, quase todos os personagens foram rebatizados. Saori, Shiryu, Hyoga e Ikki se tornaram respectivamente Sienna, Long, Magnus e Nero.


Quando querem, a animação fica ainda mais bonita!

A nova voz de Shun é de Úrsula Bezerra, irmã de Ulisses Bezerra (dublador original) e a mesma voz de Naruto. Quem é fã de dublagem, sabe o quanto é comum escalar a dubladora para interpretar meninos, então, além de curioso, foi muito interessante ver Úrsula dublando uma jovem mulher. E ela mandou muito bem.


É no quarto episódio que os cavaleiros de bronze lutam contra o exército de Vander logo após mais uma luta de poucos golpes de Shun contra Jabu. Por algum motivo, os americanos consideraram que a luta corpo a corpo não deveria ser explorada, mas que a luta contra mísseis e tanques é algo que merece muitos minutos de tela.


Ocupando quase 75% do episódio, o embate explora bem todos os poderes do protagonistas para se protegerem de tiros, derrubarem o armamento de Vander e explodir coisas, enquanto a tampa do bunker vai voando de um lado para o outro fazendo suas piadas em horas inoportunas.


O alívio cômico é a tampa de um bueiro!

EPISÓDIO 5: OS CAVALEIROS NEGROS


Ikki é o gancho entre o episódio 4 e 5. Quando é apresentado, descobrimos que ele trabalha para Vander e apoia a sua vingança contra Mistsumasa Kido e sua guerra contra o Santuário.


Ikki roubou o braço direito da armadura de Sagitário para o vilão concluir uma experiência que ele tenta realizar desde que encontrou com Aiolos: criar armaduras mecânicas e vestir elas em ex-candidatos à cavaleiros que não conseguiram sua armadura para formar seu exército particular.


Sim! A nova série da Netflix fundiu os cavaleiros negros com os cavaleiros de aço e colocou eles sob a liderança de Ikki.


Porém, se a luta na série clássica serve como uma passagem importante para Seiya e os outros aprenderem a trabalhar em equipe e a fazer sacrifícios um pelo outro, as lutas contra os quatro guerreiros de Fênix são lutas bem rasas.


Ikki está atrás da armadura de Sagitário sob as ordens de Vander!!

Com exceção de Seiya, os cavaleiros de bronze lutam juntos contra os seus oponentes e, novamente, vencem com poucos golpes. E, voltando ao Pégaso, o cavaleiro tem uma revanche com Cássius ao invés de enfrentar um Pégaso Negro. A luta é bem interessante e até que desenvolve bem o inimigo e a sua ligação com Shina. Mas mais uma vez é uma sequência de cenas rápida quando comparado ao clássico ou à outros animes de ação.


Também é nesse episódio que os cavaleiros de bronze reconhecem Saori como Atena, que como no mangá já sabia de sua condição. Todos os mestres dos protagonistas já sabiam da menina e por isso enviam seus pupilos à Guerra Galáctica.


EPISÓDIO 6: A ASCENSÃO DE FÊNIX


Surpreendendo todos, o combate final contra Ikki é bem melhor desenvolvida e bem empolgante. Seguindo bastante a luta do mangá original, inclusive revelando a origem do personagem logo após Hyoga repelir o Golpe Fantasma do oponente.


Hyoga chega ao anime com a missão de matar Saori, como no mangá!

Inclusive, é nesse episódio que a produção mostra, ainda que bem sutilmente, a primeira imagem de sangue, quando o Mestre Guilty mata sua filha Esmeralda.


Entendendo as motivações de Ikki, que vai derrubando oponente a oponente e embalado por uma dublagem cheia de entusiasmo, o espectador revive momentos de nostalgia dos anos 90 e ainda vê detalhes do mangá, como o encontro de Ikki e Shaka, que nunca foram adaptados para a TV.


A luta final entre Seiya e Ikki, ganha um peso ainda maior: uma vez que Shun é uma mulher e a motivação de Seiya é o bem da sua irmã Seika, o conflito de ideologias ganha um ponto mais profundo para ser abordado.


A batalha final contra Ikki é o melhor do novo anime!

O episódio ainda finaliza com um gancho muito querido para os fãs da série, vendo Misty de Lagarto e Marin atrás do cavaleiros de bronze.


CONSIDERAÇÕES FINAIS


Se você leu essa resenha até aqui ou se já assistiu à série e pulou direto para as considerações finais, certamente já notou uma coisa: esse novo anime d'Os Cavaleiros do Zodíaco não foi feito para você que já é fã da série clássica.


Toda a construção da série foi feita se aproveitando dos elementos mais comerciais da série para criar um novo produto adaptado para mercados em que a fórmula do anime clássico não pegou, focando atingir novos público, sobretudo as crianças.


A dublagem brasileira deu um banho de qualidade e nostalgia!


Se o Brasil e os países da América do Sul, Ásia e Europa onde Saint Seiya fez sucesso valoriza o drama e as longas batalhas estendidas por vários e vários episódios, o público americano, inglês, canadense e de outras praças que a série não fez sucesso tende muito a valorizar séries com enredos de começo, meio e fim em cada episódio, sem o aspecto novelizado ao qual crescemos assistindo.


Não é a toa que todas as novas produções dos estúdios Disney são sempre em computação gráfica. A escolha desta técnica se deve tanto ao custo mais baixo de produção quanto pela atratividade que as crianças veem nesse formato. Assim, a escolha para essa tecnologia na nova série de Saint Seiya veio a calhar.


Se por um lado eles parecem action figures em movimento, o seu desenho está muito bonito, desde os personagens, passando pelas maravilhosas armaduras, até os cenários bem variados. A animação só perde pelo dinamismo que por muitas vezes é muito lenta. Visto que o clássico se utilizava das tecnologias mais recentes dos anos 80 para animar os golpes na velocidade da luz, a animação em CG poderia se aproveitar de mais técnicas recentes (como a do filme A Lenda do Santuário) para seu corte final.


O ritmo frenético, tão estranho aos olhos do espectador mais velho, é o ritmo que muitas produções americanas de sucesso vem tendo com as crianças. Desde Teen Titans Go até os desenhos mais recentes do Cartoon Network não se prendem às sequencias mais longas, simplificando ao máximo os conflitos e prevalecendo a troca frenética de acontecimentos num mínimo de tempo.


Alguém duvidava que a participação de Ikki seria incrível?

No geral, o anime é corrido, sobretudo quanto à Guerra Galactica, mas consegue contar uma história completa. Se por um lado ela desperdiça cenas chave do clássico (como a destruição dos braços do Urso), a atualização funciona dentro do universo dela e, mesmo que algumas justificativas de acontecimentos pareçam forçadas, elas fazem sentido ao contexto dos novos acontecimentos.


Apesar de injustificável a mudança de sexo de Shun, os combates contra militares são uma adição interessante e só perdem pontos por ocupar muito mais espaço que os fatos baseados no cânone.


É fato que muitos dos pontos positivos da série só são possíveis graças ao trabalho de excelência do estúdio de dublagem Vox Mundi e da direção impecável de Francisco Bretas.


Nos momentos que a animação e narrativa falham, lá estão as vozes de Hermes Baroli, Letícia Quinto, Élcio Sodré, Leonardo Camilo e do próprio Bretas para preencher as falhas com emoção e um banho de interpretação para o deleite dos fãs nostálgicos.


Ainda sobre a dublagem, a principal surpresa foi o retorno de Marcelo Campos para a série, dando um show novamente como Jabu, Misty e Mu de Áries (por favor, não saia nunca mais! Sua voz faz falta!).


A série é uma mistura de remake com homenagem!

No fim das contas, vale a pena assistir essa nova série? É claro que sim.


Ela não é o remake dos sonhos feito em animação tradicional animado pelo estúdio Mad House mesclando o melhor do mangá e do anime clássico que todo o fã de longa data quer ver. Mas ela capta toda a essência que todos nós aprendemos a amar quando vimos os cavaleiros pela primeira vez.


Os valores de amizade, amor e perseverança, a base do estilo shonen de contar histórias no Japão nos animes e mangás, estão lá.


Em meio há um turbilhão de transformações sociais e econômicas que o mundo contemporâneo enfrenta, os meninos e meninas da nova geração precisam de heróis para se inspirar. Entre tantos personagens difusos e dúbios para escolher, que esses herois sejam os cavaleiros de Atena que, seja em animação tradicional em ou computação gráfica, a gente sabe que vão cuidar muito bem do coração das crianças.


Saint Seiya continua formando caráter!

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Antes de finalizar, convido a vocês à comentarem o que acharam da nova série e se pretendem ver os novos episódios quado eles saírem. Além disso, gostaria de levantar um ponto curioso que observei no Netflix brasileiro: mesmo com o staff do anime confirmando que a série foca as crianças, a série foi classificada pelo ministério público no Brasil para um público acima de 14 anos, ficando de fora do Netflix Kids. Afinal, para quem é essa série?


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